Dia do Peru
Hoje é o dia do peru, aquele bicho-alimento que só habita nossas mesas nessas datas festivas. Longe dos Estados Unidos, nunca fui convidado para um jantar que não fosse em 25 de dezembro cujo prato principal consistisse no peru. Parece que é só nesse período que dão insetos para esses animais nojentos comerem… Porque tem dó aquela papada, né não?
Hoje também é dia de santista gastar o estoque de fogos de artifício que ficaram obsoletos no último domingo. Comemorar os 4 a 0 covardes também não tinha sentido… Melhor fazer de conta que é ano-novo e ficar enchendo a paciência daqueles que querem dormir.
Hoje ainda é dia de encontrar aquela família que sai das trevas nessa época do ano. Parece que vivem enterrados o tempo todo, e quando chega o Dia do Peru aparecem para a celebração do galináceo. E os parentes vêm munidos de todos os comentários maldosos, das críticas ao comportamento (principalmente quando estão no carro voltando para suas cavernas), do fígado pronto para lotarem de álcool de segunda – leia-se espumantes nacionais de R$ 5,00 – e, principalmente, de dicas para você se tornar um perdedor como eles. Ah, e como não podia deixar de ser, no amigo secreto que sua tia resolveu marcar, um desses tios te tirou e vai presenteá-lo com uma linda meia Lupo preta que ele ganhou do chefe na comemoração de fim de ano da empresa.
Na televisão, hoje é o dia em que um tiozinho alemão vestido com o resto da cortina num palácio caríssimo celebra a Missa do Peru (do galináceo), e tem aquelas tias velhas, solteiras, que precisam assistir ao velhinho gringo repetindo palavras da Bíblia.
Apesar de todos os problemas, todos os anos somos obrigados a enfrentar isso – e até colocamos aquele CD Christmas A Capella tentando entrar no clima. Assim, como tive um ano de muitas mudanças importantes – de casa (para o apartamento de meus sonhos), de emprego (graças à bruaca do Senac que me demitiu e me permitiu assumir de vez minha empresa e pavimentar o caminho para o sucesso), de pensamentos, de padrão de vida, etc. –, tenho de ficar feliz com o fim do ano e agradecer a todos aqueles amigos que estiveram próximos… e também os distantes, mas que em algum momento ofereceram um suporte, mesmo que involuntariamente. E é para esses que dedico este post. Feliz 2012, cambada!
É assim que me sinto.


















































As noites de quinta, então, são os deslumbre. Depois de rir com a canastrice divertidíssima do Agostinho, vem, do núcleo Guel Arraes, o emocionante
A seguir estreou, hoje, Afinal, o que querem as mulheres?, de Luís Fernando Carvalho. Tem a assinatura do diretor, na inovação visual (que começou em Hoje é dia de Maria e seguiu por outras realizações, como o incompreensível Capitu) e na narrativa, sempre recheada de cortes e enquadramentos estranhos, muitas cores e uma música interessantíssima de trilha. Não é algo que me agrade tanto quanto os outros, porém é inegável a qualidade artística do programa. E tem a cereja do bolo, que é a beleza das atrizes da série: Paola de Oliveira e a russinha estavam lindas nesse primeiro episódio.






